47.99999-0787

Notícias

21/03/2020
Juros baixos são alavanca para mercado imobiliário em 2020
Juros baixos são alavanca para mercado imobiliário em 2020, afirma Luiz Antonio França
 

“Juros baixos são alavanca para mercado imobiliário em 2020”, afirma Luiz Antonio França

A queda na taxa de juros e os indicadores positivos da economia compõem o cenário que indica crescimento consistente do setor nos próximos anos, aponta o presidente da Abrainc

 

Entre construtoras e incorporadoras o clima é um só: expectativa alta para os rumos do mercado imobiliário em 2020. A leitura do quadro brasileiro, baseada nos índices econômicos deste ano e, principalmente, na queda da taxa básica de juros, indica que a retomada do setor já começou, vai acelerar no próximo ano e será sustentada por pelo menos mais meia década, afirma Luiz Antonio França, presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Dados levantados pela Abrainc dão respaldo à euforia. O Radar Imobiliário, ferramenta de análise visual das condições de mercado desenvolvida pela Abrainc e pela Fipe, também sustenta a retomada. Sua avaliação, que considera 12 indicadores divididos em quatro dimensões (ambiente macro, crédito imobiliário, demanda e ambiente do setor), registra estabilidade. O índice geral já está há um ano estável em torno de 4,7 (numa escala na qual 10 é mais favorável e 0 menos favorável); ainda aquém do potencial brasileiro, mas muito acima da nota 2,6, conferida três anos atrás, em outubro de 2016.

França explica que 58% dos brasileiros consideram a compra de um imóvel para os próximos cinco anos – uma demonstração da demanda reprimida. Faltam duas coisas para que a compra seja realizada, segundo ele: aumento da renda e menor preço de financiamento. Na geração de renda e emprego, o acumulado dos últimos 12 meses mostra que a construção alcançou sua melhor marca desde 2014. Sobre a geração de empregos, foram 115 mil novos postos entre janeiro e outubro (15% das vagas criadas no País), 58% mais que o mesmo período do ano anterior.

Com relação à oferta de melhores condições de financiamento, a queda da taxa média de juros, que chegou ao pico de 15,89% ao ano em 2016, está agora na mínima histórica: 6,75% ao ano pela Caixa. Com a redução de um ponto percentual de juros anual, 800 mil novas famílias acessam o mercado de Médio Alto Padrão de imóveis e até 2 milhões de famílias se tornam elegíveis para a compra na habitação popular. Se houver, por exemplo, uma redução nos juros imobiliários de 9% para 5%, o número de famílias aptas à compra de um imóvel salta de 11,7 milhões para 19,1 milhões. Leia a entrevista completa a seguir:

Com 7,7 mil novas unidades em agosto, o volume de lançamentos da incorporação avança 9,9% em 2019, mesmo em uma economia que ainda derrapa. Por que o setor está reagindo?

Está se recuperando em função da melhora no cenário econômico, com os juros baixos, a retomada no PIB [Produto Interno Bruto] e a melhora no otimismo do empresário. O crédito imobiliário também está crescendo, o que serve para impulsionar o setor.

Além da melhora nos índices econômicos pontuais de 2019, o que fomenta a confiança de retomada consistente a médio e longo prazo?

O que motiva é a evolução nos indicadores econômicos e a queda nos juros. A melhora da segurança jurídica em função da regulamentação dos distratos, em dezembro de 2018, melhorou muito a percepção e promoveu ainda mais segurança para as empresas investirem com mais confiança.A inflação está sob controle no Brasil e ninguém espera uma grande variação, afinal estamos dentro da meta e não há pressão inflacionária à vista. E em relação aos juros, no mundo todo o cenário é de taxas baixas, inclusive no Brasil – e para longo prazo. Quando você olha o Tesouro Prefixado 2025 ou 2029, você vê taxas baixas e caindo. O mercado tem expectativa de baixa e ainda pode ter novo viés de queda. É uma situação que ninguém conhece no Brasil, nunca trabalhamos com percentual tão reduzido. É importante lembrar isso: é uma situação nova, mas uma situação positiva.

Como a regulamentação dos distratos colabora para a segurança jurídica?

Eu gosto de fazer uma comparação para explicar: você vai a um alfaiate, escolhe um terno e já adianta o valor do tecido, mas antes de receber a roupa pronta, você encontra em um shopping um terno igual ao que você quer, mas mais barato. Nessa situação, não tem como desistir da compra, já que o alfaiate já comprou o tecido e já empregou mão-de-obra. No caso dos imóveis é a mesma coisa, mas em vez de tecido, as construtoras usam ferro, areia, concreto, azulejos. Quem comprou imóveis em determinados bairros de São Paulo em 2004 pagou cerca de R$ 4 mil por metro quadrado. Quando esses imóveis foram entregues, já custavam quase R$ 7 mil o metro quadrado, mas esse lucro ficou com o comprador. Então, quando acontece o inverso e o preço é estável ou cai, é justo devolver o imóvel? Essas devoluções geram prejuízo e insegurança para o empreendedor. Esse novo marco determina regras claras, não tão rígidas quanto de outros países, mas ao menos são bem objetivas. Nos Estados Unidos, após assinar o contrato, não é mais possível qualquer recuo ou o comprador perde tudo. Aqui, a penalidade é de 50% do valor que já foi entregue à empresa.

Cidades grandes, como São Paulo, puxam boa parte do setor. A capital paulista aponta uma recuperação bastante acelerada de seus indicadores. Quais são as especificidades paulistanas?

São Paulo vem liderando o processo de retomada econômica no Brasil. A recuperação no município vem sendo motivada por lançamentos em bairros de alta renda. O crescimento de cerca de 60% na emissão de alvarás em São Paulo serve como indicador antecedente para prever o crescimento da atividade imobiliária, o que demonstra o otimismo dos empresários. Os maiores aumentos de emissões de alvarás em São Paulo ocorreram nas regiões mais nobres: sul e oeste. Entre os bairros com mais procura, destacamos: Vila Mariana, Pinheiros, Perdizes e Moema. Essas regiões possuem boa localização, acesso fácil ao metrô e vêm recebendo diversos lançamentos imobiliários.

O fato do crescimento da atividade imobiliária ocorrer em bairros nobres demonstra que a retomada do setor está ainda concentrada nas classes A e B? O movimento deve chegar também à classe C? Em quanto tempo?

As classes C e D dependem dos imóveis do Minha Casa Mina Vida (MCMV). O Indicador Antecedente do Mercado Imobiliário, feito pela Abrainc em parceria com a Fipe, demonstra que no terceiro trimestre existe uma grande emissão de alvarás em bairros periféricos, como Itaquera e Tucuruvi. Ou seja, eles terão lançamentos nos locais e existe poder de compra nessas regiões. Sobretudo na população de baixa renda, há um déficit habitacional enorme e deve ser atendido. A demanda é tão grande que até na época da crise os imóveis de baixa renda continuaram a ser construídos e houve até aumento de aquisição. É um perfil de público que depende muito das condições de compra, do tamanho de uma prestação que se adeque a sua condição de pagamento. No MCMV, o comprador paga a prestação ligada a sua renda e há sempre demanda, afinal há esse déficit grande.Já o mercado de média renda é bem diferente. Ele atende a pessoas que são influenciadas por condições boas e adequadas de financiamento. Quando se faz comparativo com taxa de juros imobiliários e expansão do mercado, vemos uma tendência clara: quando os juros caem para menos de dois dígitos, aumenta o desejo de compra. Portanto, o momento que estamos agora é propício para o desenvolvimento desse mercado, porque é a menor taxa de juros histórica para o comprador.

Como você disse, a ação do Estado brasileiro que mais impacta o setor é a queda da taxa básica de juros para 5% a.a., ou uma taxa até menor. Como isso repercute entre as construtoras e incorporadoras e quais os planos de ação para 2020?

Realizamos um levantamento que mostra que a queda da Selic para 5% pode dar acesso a crédito imobiliário a 2,8 milhões de famílias. Com o acompanhamento da diminuição dos juros futuros, isso se torna um grande impulsionador ao crescimento. A taxa do financiamento imobiliário está no menor nível histórico. A Caixa chegou a 6,75% a.a. mais taxa referencial. Já é percebido um aumento de 20% na oferta de crédito imobiliário. O volume de financiamento da construção, segundo a Abecip, já subiu cerca de 60% em 2019 se comparado a 2018. Além disso, o juro baixo permite que novas alternativas, como os Fundos Imobiliários e o CRI [Certificados de Recebíveis Imobiliários] fiquem cada vez mais viáveis.

Quem disponibiliza o crédito imobiliário: são bancos privados, bancos estatais, fundos imobiliários?O crédito é disponibilizado majoritariamente por bancos públicos. A Caixa detém 95% do mercado de MCMV e cerca de 50% do mercado de Médio e Alto Padrão feito por poupança. A participação de fundos imobiliários no mercado residencial ainda é bem pequena, mas pode aumentar com a queda nos juros.

Por que um investidor deve colocar seu dinheiro em fundos imobiliários em 2020?

Hoje, a compra de ações das empresas de incorporações no Brasil tem alta absorção nos mercados. Toda expectativa do mercado imobiliário é de crescer. São três motivos principais. Primeiro: 7,8 milhões de moradias de déficit habitacional e, nos próximos dez anos, estima-se um déficit de 9 milhões de moradias, ou seja, já há uma necessidade instalada. Segundo: repito que a queda da taxa de juros é fator determinante para criar capacidade de financiamento. Terceiro: a melhora da economia brasileira reduz o desemprego e aumenta a confiança do consumidor, que ajuda na tomada de decisão para assumir financiamento de longo prazo. É um mercado promissor e empresas devem ter crescimento nos próximos anos.

E do outro lado da ponta do negócio: o que o comprador pode esperar? Que dica você pode dar para quem pensa em comprar para morar ou comprar para investir em 2020?

A compra da moradia é muito forte no País. Ainda mais hoje, com a diminuição da taxa de juros e novas alternativas de financiamento, como o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo], que é um modelo seguro para as pessoas. De acordo com a pesquisa “Comportamento do consumidor de imóveis em 2040”, feita pela Deloitte, nos últimos cinco anos, 35% da população brasileira alugou um imóvel e 37% comprou um. Pensando nos próximos cinco anos, a percepção já muda. Nesse período, 20% pretende alugar e 58% prefere comprar.O que falta é o aumento na renda ou uma diminuição da parcela, o que ocorreria com queda nas taxas de financiamento. Temos um estudo que mostra que a cada redução de 1 ponto percentual na taxa de juros são incluídas 2 milhões de famílias no mercado de compra de imóveis. As pessoas comprometem parte da renda para aluguel, mas quando notam que se comprometerem um pouco mais é possível comprar o imóvel, elas compram. A capacidade de pagamento aumenta com a redução no financiamento.

Em 2019, o mês de agosto registrou saldo de 17.306 postos de trabalho. Qual o balanço final de empregos no setor este ano e sua expectativa de geração de empregos para 2020? Que tipo de funções e de profissionais serão mais procurados pelo mercado no próximo ano?

Houve crescimento de 21% dos empregos gerados na construção civil, o que demonstra o poder de influência do setor nos números nacionais. A queda no desemprego prevista para 2020 seria o grande gatilho para o ciclo de crescimento se consolidar. Este ano, 15% dos empregos gerados no País foram da construção civil, sendo 115 mil empregos diretos até outubro. Houve aumento de 58% na geração de empregos no terceiro trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período de 2018. Além dos postos diretos, o setor imobiliário movimenta uma vasta cadeia de fornecedores e gera um grande número de empregos, principalmente na baixa renda. Com sua retomada, volta a ser um grande gerador de vagas.

Fonte: Estadão

 
 
Fonte: https://www.abrainc.org.br/abrainc/2019/12/11/juros-baixos-sao-alavanca-para-mercado-imobiliario-em-2020-afirma-luiz-antonio-franca/
Outras Notícias
12
08
Garantia de uma vida sem estresse
[+] saiba mais
21
08
NOVO ou USADO? Dicas para avaliar a melhor opção.
[+] saiba mais
21
08
Qual a verdadeira função do corretor de imóveis?
[+] saiba mais
21
08
Quais documentos são necessários para comprar um imóvel?
[+] saiba mais
23
05
COVID: como está Balneário Camboriú após mais de 60 dias de isolamento social?
[+] saiba mais
10
11
Balneário Camboriú terá a maior Roda Gigante da América do Sul
[+] saiba mais
21
10
Como será o Natal em Balneário Camboriú? O melhor do BRASIL!
[+] saiba mais
03
06
O que fazer se o imóvel tem dívidas?
[+] saiba mais
24
07
Setor da construção em Balneário Camboriú, Itajaí e Navegantes cresce, acompanhando desenvolvimento dos municípios. Grande parte dos compradores de imóveis vem de fora do Estado
[+] saiba mais
23
04
10 Coisas que talvez você não saiba sobre Balneário Camboriú
[+] saiba mais
 
Voltar
icone-whatsapp 1
redesp_facebook.pngredesp_youtube.pngredesp_pinterest.pngredesp_instagram.png

A Imobiliária

ENCOMENDE SEU IMÓVEL!

Não encontrou o que procurava?

Envie-nos um email com as características do imóvel que deseja. Entraremos em contato assim que encontrarmos o imóvel com o perfil informado. contato@penthouseimoveis.com.br 

Whatsapp: 47.99999-0787
 
 
 

Contato

  • 47.99999-0787
  • Todos os dias das 8h as 21h

www.penthouseimoveis.com.br © 2020. Todos os direitos reservados.

Site para Imobiliarias
Site para Imobiliarias